Sábado, 27 Abril 2019 15:32

Entrevista com Rita Ramos Cordeiro




FONTE: ESPIRITUALMENTE

Nascida em Presidente Prudente/SP e residindo atualmente em Itu/SP, é escritora, articulista, redatora, diretora de divulgação e marketing do Instituto Chico Xavier de Itu e da ASDBNotícias. Também é coordenadora do Clube do Livro Emmanuel, que agrega associados de todo o Brasil.

Casada e mãe de 01 filho, Rita faz parte do Centro Espírita de Itu e já publicou 03 livros:

- Nas garras do tempo (2013);
- Sempre é tempo de amar (2017);
- Quando você chegou (2018).

 

Contato: http://www.ritaramoscordeiro.com.br

 

EspiritualMente - Como o Espiritismo chegou em sua vida?

Rita - Sempre gostei de ler vários estilos de livros. Quando tinha uns 25 anos de idade, ainda católica, entrei numa livraria e bati os olhos no Livro dos Espíritos e, por curiosidade, resolvi ler. Durante aquela leitura, percebi que o seu conteúdo respondia muitas das perguntas que eu me fazia e que não tinha respostas até então. Naquele momento, eu me tornei simpatizante da Doutrina, mas foi apenas em 1996 que resolvi visitar uma casa espírita pela primeira vez por causa de um problema de saúde. A partir daí, não saí mais.


EspiritualMente - Que avaliação você faz do trabalho de divulgação da Doutrina realizada pelo Movimento Espírita nos dias atuais?

Rita - Com a chegada da internet e das redes sociais, o Movimento Espírita vem realizando um excelente trabalho de divulgação que antes se restringia apenas ao Centro Espírita. Atualmente conseguimos divulgar a Doutrina para bem distante, não somente no Brasil, mas também para vários pontos do mundo. A dificuldade que as pessoas tinham de conhecer e visitar uma casa espírita para saber mais sobre o Espiritismo não existe mais. Dentro da própria residência pelo computador ou celular, as pessoas tem acesso a uma gama enorme de conhecimento espírita através de blogs, sites e redes sociais. São muitos os tarefeiros de Jesus que tem se dedicado arduamente para levar a divulgação e conhecimento da Doutrina para todos os cantos do Brasil e do mundo através da abençoada ferramenta que é a internet, e isso tem levado cada vez mais esclarecimento sobre o Espiritismo.


EspiritualMente - Quando surge algum acontecimento inesperado, uma tragédia, um fato de grande comoção e repercussão, muita gente, principalmente àquelas não-espíritas, lançam a seguinte pergunta: "- O que o Espiritismo tem a dizer sobre isso?". De uma maneira geral, o movimento espírita está conseguindo dar respostas adequadas e coerentes a esses fatos à sociedade?

Rita - O Espiritismo é um grande tesouro que consola, orienta e traz grandes informações, principalmente nos momentos de grandes tragédias quando as pessoas se perguntam o motivo de tanta dor. Tenho percebido que nestes momentos, as pessoas se voltam mais para o sensacionalismo e, às vezes, preferem acreditar em informações que não são verdadeiras e que são espalhadas com mais rapidez, principalmente pela internet. Quando as pessoas tem acesso a Doutrina Espírita, se consolam e se tranquilizam mais diante destas tragédias mostrando, sim, um lado mais coerente. Ao meu ver, o maior desafio é fazer chegar este consolo a estas pessoas para que elas não acreditem em sensacionalismo e em tudo o que leem.


EspiritualMente - O gênero literário espírita é um dos maiores do mercado editorial brasileiro. Como fundadora de alguns Clubes do Livro Espírita no Estado de São Paulo e escritora, qual sua opinião a respeito da atual literatura espírita? Há mais quantidade ou qualidade?

Rita - Sou coordenadora de Clube do Livro Espírita há 19 anos. Nos últimos anos, cresceu a quantidade de editoras e de livros espíritas, principalmente o romance espírita e espiritualista que caiu no gosto popular. Estamos vivendo um momento em que as pessoas necessitam de consolo e do conhecimento da Doutrina Espírita, na forma em que se afinam mais, seja como estudo ou romance. Não vejo como algo negativo o aumento destas publicações, desde que se tenha em seu conteúdo o objetivo do esclarecimento, consolo e estudo que a Doutrina nos traz através da Codificação Kardequiana. Se não houver este critério em seu conteúdo, não se justifica ser um livro espírita. Mas tenho notado que, além de um aumento neste tipo de publicação, a qualidade e os critérios adotados por algumas editoras espíritas também se consolidou, fazendo com que o leitor tenha mais critério na escolha dos livros que lê. Penso que isso se dá porque o leitor se tornou mais exigente e não se satisfaz mais com livros "água com açúcar" e com isso várias editoras e escritores vem se firmando com maior credibilidade na divulgação do livro espírita.


EspiritualMente - Você já publicou 03 livros espíritas do gênero romance mediúnico. Uma pequena parcela dos espíritas tece algumas críticas e restrições relacionados a esse tipo de gênero, afirmando, dentre outras coisas, que não inovam e não acrescentam em nada no aprofundamento do conhecimento doutrinário. O que você poderia dizer a respeito dos romances mediúnicos? O que o leitor espírita pode extrair de ensinamentos na leitura dessas obras?

Rita - Já publiquei 03 romances espíritas e agora em maio/2019 será o lançamento de meu mais novo livro: Quando a vida chama em parceria com a Editora Vivaluz. Geralmente, o romance espírita é a porta de entrada para o conhecimento espírita aos simpatizantes e iniciantes da Doutrina. São pessoas que preferem uma leitura mais amena para conhecer o Espiritismo. Os romances espíritas são importantes para atender estes leitores que são em grande número. Porém, o romance precisa ter um conteúdo que edifica, esclarece e que leva o conhecimento espírita pincelado com conteúdo doutrinário. Do contrário, nada acrescenta a não ser lazer. Muitas pessoas são simpatizantes do Espiritismo mas não tem o interesse de conhecer ou frequentar uma casa espírita, por isso a importância destas pessoas iniciarem sua leitura se associando aos Clubes de Livros Espíritas, já que eles tem uma equipe de análise que avaliam o conteúdo dos livros que são distribuídos, evitando assim que o leitor adquira qualquer livro que se diga espírita mas sem ser verdadeiramente.


EspiritualMente - Já ouvimos de alguns frequentadores de casas espíritas que ser um trabalhador ativo do Espiritismo nos dias atuais é uma tarefa árdua e difícil. Você concorda com essa
afirmação? Por quê?

Rita - Acredito que qualquer área de ajuda social ou espiritual voltada ao próximo e ao bem, é uma tarefa árdua e difícil que exige comprometimento, amor, dedicação e muitas vezes renúncia. Quando se realiza este trabalho com amor, a tarefa, apesar de árdua e difícil, não é encarada como um peso, mas é sentida com prazer e alegria.


EspiritualMente - Sendo escritora, divulgadora e exercido várias funções em instituições, o que você tem mais aprendido nesses anos de trabalho dedicados à Causa Espírita?

Rita - O meu maior aprendizado em todos estes anos dedicados à Causa Espírita é que a Espiritualidade Maior não descansa. Está o tempo todo nos envolvendo com amor, enviando até nós os abnegados amigos espirituais que se prontificaram a atuar em prol da humanidade. Milhares são os tarefeiros de Jesus encarnados e desencarnados que trabalham em todo o canto do Brasil e do mundo nas mais diversas áreas para levar a Boa Nova, o conforto, a paz, o esclarecimento e o amparo para todos os aflitos. Não estamos desamparados como muitos pensam! O Pai Maior olha por nós e nos acolhe em regaço!


EspiritualMente - Que mensagem você deixa aos visitantes e seguidores do nosso blog?

Rita - Vivemos um momento difícil em que as pessoas não se compreendem e deixam que o ódio e a raiva tome conta do coração. Este negativismo generalizado não vem apenas do momento difícil por qual passa o mundo, mas é responsabilidade também de todos nós que enviamos através de pensamentos e sentimentos conflituosos que emitem e que atraem ondas de vibração inferior como raiva, ódio, mágoa, ressentimento e medo, que acaba circulando pelo planeta, levando toda esta vibração ruim até os irmãozinhos invigilantes que, em sua fraqueza, acabam cometendo desatinos. Precisamos urgentemente cuidar de nossa mente, procurando alimentar não somente o nosso corpo, mas também a nossa alma. Quando a mente e a alma não estão alinhados, o corpo padece. É preciso vibrar bons pensamentos, sentimentos e emoções para vivermos com mais tranquilidade e harmonia, buscando sempre entrar em sintonia com o Plano Superior. Se não conseguimos fazer isso sozinhos, é preciso buscar auxílio, seja espiritual ou mental, para que possamos curar a mente e a alma. Só assim conseguiremos passar por todos os momentos difíceis com fé, esperança e paciência, acreditando que tudo se encaminha sobre a supervisão e amparo divino e que o Pai da Vida não nos desampara.

Agradecemos a Rita Ramos Cordeiro pela colaboração e gentileza em conceder tão bela e reflexiva entrevista!

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